
Les Maîtres Fous
JEAN ROUCH (1953)
“O páthos do espanto não está simplesmente no começo da filosofia, como, por exemplo, o lavar as mãos precede a operação do cirurgião. O espanto carrega a filosofia e impera em seu interior”
(HEIDEGGER, in "Conferências e escritos filosóficos")
E com toda a legitimidade para isso.
ResponderEliminarComo é que já é? Tenente Salmão?
Ou a Madame Salma. =)
ResponderEliminarEste filme tem uma comicidade mórbida, ainda assim suplantada por um horror incrédulo, indissociável dos meus olhos formatados. O próprio título do filme já carrega uma parcialidade ocidental, apesar das narrações a contrariarem. Tenho necessidade, assim que possa, de ir consultar o Freud e as projecções do Eu, os estudos sobre o duplo, a alucinação e a personalidade como um véu, em Platão.
Depois deste filme, talvez também já tenhas visto, o IFP exibiu uma conversa com Jean Rouch, conduzida por um Costa (não me recordo do seu 1º nome, desculpa) que muito insistiu em Freud e nas danças clássicas entre Apolo e Diónisos, a remeter para o "Origem da Tragédia" de Nietzsche.
A ver se apanho mais um Rouch deste ciclo do IFP.
Vinhas cá a Lisboa um dia ou outro para a semana, que já tenho mais folgadita, e ias comigo.
Hum, Lili?*