terça-feira, 28 de outubro de 2008

Há que aprender a orientação pelo céu para quando nos faltam os mapas :


Stalker
TARKOVSKY (1979)

Robert Frank









David Seymour



WELCOME VOYEUR.


Peeping Tom, Michael Powell 1960




HITCHCOCK:... A menina Lejeune escreveu no London Observer que Rear Window era um filme "horrível" porque havia um tipo a olhar constantemente pela janela. (...) Sim, o homem era um voyeur, mas não seremos todos voyeurs?

TRUFFAUT: Somos todos voyeurs, quanto mais não seja quando vemos um filme intimista. Aliás, James Stewart, à sua janela, encontra-se na mesma situação do espectador a assistir a um filme.

Hitchcock, de Truffaut



Fotos de André Keertész

Ao distinguir entre a aparência e a realidade, Platão idealizou a passagem da sombra à luz como a elevação do mundo sensível ao inteligível, configurando na alegoria da caverna o princípio da câmara escura." Gilles Deleuze e Félix Guattari, Mille Plateaux



Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca.


(1923), Pena Capital, Mário Cesariny

sábado, 25 de outubro de 2008

Jehsong Baak





Jehsong Baak


singles







doubles



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mikhailov









Entre os dedos | em tons de negro e de caos



TIAGO GUEDES, FREDERICO SERRA (2008)

RETRATAR.


O que é um rosto?





" Se há quem prefira fruir a imagem à realidade é precisamente porque ela encerra a ausência do objecto que reproduz, um certificado de presença, o tempo da História e o mistério da morte, porque toda a imagem é já uma imagem do passado e, portanto, rasto de um saber oculto."
Eduardo Geada, o Cinema espectáculo







Photos by Hien Lam Duc - "Portraits"






Photos by Bernard Poinssot - "Visages"


Cortaram os trigos.
Agora
A minha solidão vê-se melhor.
Soror Mariana- Beja, O Nome das Coisas, Sophia de Mello Breyner Andresen, 1977

Maria Vaz


A arte não é só uma memória do passado. Ela é, sobretudo, um objecto para o futuro e um projecto sério para o futuro não pode ser outra coisa senão a procura da eternidade.
A morte não é senão a vitória do tempo. Fixar artificialmente as aparências carnais do ser é salvá-lo da corrente da duração. (...) Era natural que tais aparências fossem salvas na própria realidade do morto, em carne e osso. A primeira estátua egípcia é a múmia de um homem curtido e petrificado em natrão.
A evolução paralela da arte e da civilização destituiu as artes plásticas das suas funções mágicas (Luis XVI não se faz embalsamar: contenta-se com o seu retrato, pintado por Le Brun."
André Bazin, Qu'est ce que le cinéma?, Vol.I Ontologie er langage, 1964





Persona, Bergman, 1966



- There's a Bergman film in the neighborhood.
- I don't feel like getting depressed tonight.
Faces, Cassavettes, 1968










Rapariga afegã, por Steve McCurry









Le Brun



The Elephant-Man


O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde