sexta-feira, 6 de maio de 2005

do you remember


CHRIS BURDEN?


Em nome da sua arte, foi alvejado, pregado a um Volkswagen Beetle e incendiado. Rastejou nu sobre cacos de vidro, passou fome durante 11 dia numa ilha deserta e fechou-se dentro de um cacifo durante uma semana inteira.
Hoje, aos, 62 anos, relembra as suas experiências performativas.

FORMAÇÃO e CARREIRA
Burden estudou artes visuais, fisica e arquitectura em Yale College e na University of California, de 1969 a 1971. A sua reputação como artista performativo começou a crescer no ínicio dos anos 70 depois de uma série de performances contorversas nais quais a ideia de perigo pessoal como expressão artística era central. 


Shoot

A sua mais conhecida performance daquele tempo foi a peça SHOOT, que teve lugar no F Space, Santa Ana, California em 1971, na qual ele foi alvejado no braço esquerdo por um assistente a uma distância aproximada de 5 metros. Burden foi levado a um fisioterapeuta depois deste acto.Outras performances dos anos 70 foram Five Day Locker Piece (1971), Deadman (1972), B.C. Mexico (1973), Fire Roll (1973), TV Hijack (1972), Trans-fixes (1974), Kunst-Kick (1974) Doomed (1975) e Honest Labor (1979).


Five Day Locker Piece


TRANS-FIXED


KUNST KICK

É óbvio que as suas peças iam sendo consideradas controversas, atentados à integridade humana e manobras de choque pelo choque, no limite do doentio. Mas também é verdade que nenhum outro artista fora tão longe até então. Outra peça "perigosa" foi DOOMED, na qual Burden estava deitado, imóvel, numa galeria debaixo de um lenço de vidro, com um relógio a tiquetar ao lado. O conceito de Doomed , Chris estava preparado para permanecer naquela posição até que alguém, no museu, interferisse de alguma forma com a peça. Quarenta e cinco horas depois, um guarda do museu colocou um recipiente com água junto de Burden, acabando assim com a peça.  Em 1975, Chris criou o perfeitamente operacional B-Car



Este leve veículo de 4 rodas, que Chros descreveu como "able to travel 100 miles per hour and achieve 100 miles per gallon". Outro dos seus trabalhos desse periodo foi DIECIMILA (1977), uma falsificação de uma nota italiana de 10,000 liras, possivelmente o primeiro trabalho de "fine arts" impresso de ambos os lados.
EM The Speed of Light Machine (1983), reconstruiu uma experiência científica para "ver" a velocidade da luz.


Na instalação C.B.T.V. (1977), reconstitui a primeira televisão mecânica alguma vez feita.




Em 1978, tornou-se professor da Univ. da Califórnia, cargo do qual se demitiu em 2005, devido a um conflito causado pela repetição da sua performance "Shoot" por um dos alunos nas instalações da Universidade.
Em 2005, apresentou Ghost Ship, o seu iate sem tripulação.





BURDEN HOJE
ENTREVISTA À W MAGAZINE- MAIO 08


Bunder ao lado do seu Beehive Bunker, de 2006, na sua casa em Topanga Canyon.

“One of the motivations for doing performances, which is going to sound dumb, is that when I got out of graduate school, I didn’t have any money,” recalls the artist at the Topanga Canyon compound where he works and lives with his wife, artist Nancy Rubins. “I really wanted to keep making art.”
These days Burden shows no ill effects from those earlier physical trials. Since the Eighties, he has mainly created outsize sculptures, and as he talks, a team of studio assistants are busy assembling his latest monumental creation: a 65-foot model skyscraper made with approximately one million stainless steel replicas of Erector set parts, which will be on view in June at New York’s Rockefeller Center with support from the Public Art Fund and developer Tishman Speyer. The tower recalls the fact that Burden wanted to be an architect before becoming an artist, and its title, What My Dad Gave Me, is a tribute to his engineer father.
“What I’m doing with these parts is kind of nuts,” says Burden, noting that A.C. Gilbert, who invented the Erector set in 1911, was inspired by that era’s novel steel architecture. “To me there’s a beautiful circle, in that I’m finally building a building with them.”
Given the dark mystique of his performances, Burden exhibits a surprising amount of gee-whiz enthusiasm in person, whether discussing Erector sets or the miniature train he’d like to build on his property. And unlike some artists, he is happy to talk about past work, including the notorious Shoot. Performed in 1971 during the height of the Vietnam War, the piece could not be simpler or more radical: Burden called a group of friends into a gallery to watch an assistant shoot him with a .22 rifle. “The bullet went into my arm and went out the other side,” recalls Burden, who essentially treated his body as a sculptural material to be reshaped by the bullet’s passage. “It was really disgusting, and there was a smoking hole in my arm.” The extreme act defined Burden’s career but to some seemed inexplicable, if not entirely deranged. The artist counters that the piece, in fact, was carefully rehearsed to minimize the chance of more serious injury. Cheating death was never the intent, he insists. “I was trying to think about a big fear,” says Burden. “Rather than turn from it, I was trying to face it, to eke something out of it, to doodle it out.”

http://www.wmagazine.com/artdesign/2008/05/chris_burden
http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Burden

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